Não mexa com ela

Mais de 26 mil pessoas entraram na Justiça por assédio sexual no ambiente de trabalho no período de 2015 a 2021, segundo o TST. Embora as discussões sobre assédio avancem ainda é uma triste realidade.

Não mexa com ela é um filme israelense de 2019 que retrata o que acontece diariamente em empresas brasileiras e de todo mundo.

Confira o review abaixo.

NÃO MEXA COM ELA

Orna (Liron Ben Shlush) é mãe de três filhos pequenos e está passando por dificuldades financeiras, pois o recém-inaugurado restaurante de seu marido ainda não está ganhando dinheiro. 

Ela pensa que sua vida vai mudar ao ser contratada em uma imobiliária de luxo, no entanto, Orna passa a ser vítima de assédio de seu chefe.

A película é escrita por Michal Aviad (a própria diretora, também de Invisível – 2011), Sharon Azulay Eyal e Michal Vinik, Não Mexa com Ela é um filme desconcertante e intimidador. 

Aviad não teme em introduzir de forma explícita a questão do assédio sexual no local de trabalho: a conduta inapropriada do chefe Benny (Menashe Noy) ocorre desde os primeiros encontros com a nova funcionária. 

Desta forma, podemos observar que a gradação do assédio em detalhes. 

O filme retrata muito bem a pressão psicológica envolvida numa relação de poder: O chefe nunca é visto como uma pessoa puramente perversa, apenas um empresário que julga esta conduta como natural. 

Quem vê de fora, Benny parece um patrão dos sonhos que sabe reconhecer os méritos da ótima funcionária,  já a protagonista transita entre diferentes fases da violência psicológica: o sentimento de culpa (acreditando ter sido ela quem permitiu o comportamento dele), o medo de não ser acreditada, de perder o marido, de abrir mão de uma estabilidade financeira por algo que, afinal, parece mais comum do que ela pensava.

Uma triste realidade fora da ficção

Casos de assédio sexual no ambiente de trabalho são um tema recorrente nas organizações brasileiras e internacionais. Uma pesquisa realizada pelo vagas.com levantou que 52% dos entrevistados já sofreram assédio no trabalho.

A pesquisa conclui que essas situações, em sua maioria (84%), são praticadas pelos chefes diretos das vítimas ou por alguém que tenha um cargo mais alto na hierarquia das empresas.

Além disso, 87,5% das vítimas não denunciaram o assédio em função de não terem acesso a um sistema de canal de denúncias que garante seu anonimato.

Como o canal de denúncias pode auxiliar no combate ao assédio?

Empresas que utilizam canais de denúncias anônimas conseguem reduzir drasticamente a incidência de casos dessa natureza.

Uma ampla divulgação do canal, alinhada a um código de conduta e política de garantia do anonimato do denunciante e não retaliação são essenciais para o pleno funcionamento de combate a estas situações.

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