O FUTURO DOS NEGÓCIOS

Convidamos a todos para uma reflexão; será que vale a pena o empenho para desenvolver boas práticas de mercado dentro de sua empresa e ter um diferencial competitivo?!

Fonte: Freepik

O quê você espera para o ano de 2021? 

Já está pensando na estratégia que vai adotar para iniciar o próximo ano? Se ainda não pensou em nenhuma alternativa; então se mova, a hora é AGORA. 

Como muitos costumam dizer: “O ano de 2020 está praticamente perdido! O que será de nós no futuro?!” Estas são afirmações e questionamentos que muitos profissionais e empresários estão fazendo neste momento. 

Entretanto; o amplo mercado de produtos e serviços está a nossa frente, se reformulando e se reinventando. Exemplo típico e notório é o crescente número de empresas (MEI, EIRELI) que foram abertas de janeiro até abril de 2020 – “O Mapa de Empresas registrou que no primeiro quadrimestre de 2020 foram abertas 1.038.030 empresas, o que representa um aumento de 1,2% em relação ao último quadrimestre de 2019.”[1]

“No segundo quadrimestre de 2020 foram abertas 1.114.233 empresas, o que representa um aumento de 6,0% em relação ao primeiro quadrimestre de 2020 e aumento de 2,0% quando comparado com o segundo quadrimestre de 2019. No mesmo período, foram fechadas 331.569 empresas, uma queda de 6,6% no quantitativo de empresas fechadas se comparado com o primeiro quadrimestre de 2020 e queda de 17,1% em relação ao mesmo período no ano anterior.

Os resultados revelam um saldo positivo de 782.664 empresas abertas, com um número total de 19.289.824 empresas ativas.”[2]

A VIRADA DA CHAVE

E será que existe mesmo o “novo normal” que alguns estão retratando? A resposta pode ser negativa; porém, o que existe e existirá, doravante, são novas formas de abordagem de situações e problemas.

As empresas se veem obrigadas a rever seus planejamentos, traçando novas estratégias. Os seus segmentos de mercado ampliaram a variedade de produtos ou serviços, de forma que a concorrência aumentou, havendo como alternativa se destacarem dentre as demais com organização, transparência nas negociações, inovação e segurança aos clientes, para conquistarem esse diferencial que as colocam a frente de seu tempo.

Nesse sentido, os empresários e os profissionais liberais precisam rever seus negócios, quebrar paradigmas e fazer as mesmas atividades de uma maneira diferente e organizada, minimizando eventuais riscos de estratégia. 

Competir no mercado em que atua não é eliminar os concorrentes, mas sim tê-los como referência, para cada vez mais superar os desafios e aprimorar seus planos de ação; o que podemos traduzir como planejamento estratégico e tático, abrangendo todos os departamentos da empresa, principalmente as empresas de pequeno e médio porte.

Diante do cenário atual, precisamos buscar respostas para algumas perguntas, tais como: 

1.    Onde quer que sua empresa esteja em um, três ou cinco anos?

2.    Atualmente, qual o seu principal cliente e quais outros deseja agregar à sua carteira?

3.    Pretende diversificar o seu ramo de negócio?

O JOGO DE XADREZ

Neste ano de 2020, diante do quadro que se apresentou até agora, algumas empresas agregaram novos clientes, mas a grande maioria perdeu clientes que lhes davam uma receita recorrente.

Os clientes, por sua vez, exigem mais qualidade nos produtos e serviços, anseiam por resultados rápidos, o que nem sempre é possível se sua empresa não estiver organizada para tais ações. Seria como num jogo de xadrez, um movimento mal planejado pode levar ao Xeque, exigindo a perda de peões, cavalos, torres e até a rainha; mesmo assim você sabe que estará somente retardando o “Xeque-mate”.

Lembre-se que você está no meio do jogo, rompendo fase a fase e cada etapa lhe traz, à duras penas, experiências que lhe auxiliarão na visão da próxima jogada. 

 Já pensou em ter em mãos um manual, contendo todas as jogadas possíveis e inimagináveis que lhe possibilitem realizar o “Xeque-mate”?

 Se sua resposta for SIM, comece já entregando sua empresa e seu negócio a quem pode lhe mostrar como está seu jogo no tabuleiro atual. Lembro a você que nem sempre quem sai jogando será o vencedor.

Pensando na relevância do seu negócio, no tempo utilizado para construir a sua marca reconhecida no mercado; será necessário agir de forma consciente, tendo uma visão clara das ações seguras que deve tomar, primando pela ética e concorrência leal.

Temos algumas recomendações a fazer para alavancar o seu negócio.

De acordo com um estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)[3], sobre o mercado de compras governamentais brasileiro, cerca de 12% (doze por cento) do PIB brasileiro é decorrente de compras públicas, sendo certo que este número poderia ser muito maior, se não considerássemos a sua queda nos últimos anos, originado da crise econômica de nosso país, da queda nas arrecadações tributárias e até mesmo da crise na Petrobrás.

Assim, os fornecedores de produtos e serviços para a Administração Pública podem ter uma receita considerável e recorrente ao formalizarem um contrato com algum órgão governamental, se conseguirem demonstrar sua qualificação técnica, preço e, principalmente, ações concretas em sintonia com as regras, normas, controles internos e externos, além de todas as políticas e diretrizes estabelecidas para o seu negócio. A este conjunto de regras dá-se o nome de COMPLIANCE, ou como descrito em nossa legislação, Programa de Integridade.

Não é um processo de mentoria reversa, mas sim a utilização de conhecimentos específicos do seu setor, além de estar absolutamente alinhado com imposições dos órgãos de regulamentação, dentro dos padrões exigidos pela Administração Pública.

A maioria dos processos licitatórios tem exigido dos seus fornecedores o profissionalismo e a ética, para que blindem as empresas públicas de qualquer indício de fraude, atos de corrupção ou desvios de conduta; ou seja, a elaboração de um Programa efetivo de Integridade como um dos requisitos para se habilitar nos certames.

O nível de qualificação se amplia ainda mais, quando se tem por base não somente a Lei Anticorrupção, mas também a própria Lei das Estatais e/ou de legislações estaduais que abordam o Programa de Integridade como requisito essencial para a contratação com órgãos públicos.

O regulamento interno das estatais já estabelece as diretrizes deste Programa, como por exemplo: (i) profissionalizar o seu Conselho de Administração e a criação de um Comitê de Auditoria Interna, a depender de sua estrutura de Governança, (ii) ter um Código de Conduta, (iii) fixar controles para a fiscalização; (iv) ter um canal de denúncias independente, (v) transparência de informações, etc.

O referido Xeque-mate está mais próximo do que se imagina; buscando os caminhos para concretizar processos mais fluidos em sua empresa, reduzir desperdícios e desvios internos, mensurar riscos e evitar fraudes, obter ganhos significativos através de subsídios e novos investimentos, motivar colaboradores e aprimorar sua reputação.

Boas escolhas geram resultados eficazes.


[1] Fonte: https://www.gov.br/pt-br/noticias/financas-impostos-e-gestao-publica/2020/06/brasil-registra-saldo-de-quase-700-mil-empresas-abertas-nos-primeiros-quatro-meses-do-ano#:~:text=S%C3%A3o%20Paulo%20%C3%A9%20o%20estado,no%20primeiro%20quadrimestre%20de%202020

[2] Fonte: https://www.gov.br/governodigital/pt-br/mapa-de-empresas/boletins/mapa-de-empresas-boletim-do-2o-quadrimestre-de-2020.pdf

[3]  Fonte: http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/9315/1/td_2476.pdfDenunciar

Publicado por:

Fabiana Garcia Sócia Diretora da Integrità Compliance e Consultoria Empresarial

Ronaldo Boldrini, CEO LicitaBem Brasil.

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